Em entrevista para Joice Hasselmann, no programa Olho no Olho, da rádio Bandnews na manhã desta quarta-feira, o candidato ao Senado Gustavo Fruet (PSDB) lembrou que nos últimos sete anos, apesar do ex-governador (Roberto Requião) se dizer aliado do presidente Lula (PT), o Paraná ficou em segundo plano na hora dos repasses de recursos da União.
Entre outras demandas, o tucano citou a questão da multa do Banestado, os repasses da Lei Kandir – compensação aos estados exportadores – e a briga pela divisão dos royaltties do pré-sal.
“Durante sete anos e meio, o governo federal foi contra qualquer possibilidade de negociação do fim da multa do Banestado. Aí o Requião sai e em 30 dias a questão é resolvida. O que aconteceu? Houve mudança de comportamento? Birra? A solução é sempre ter atitude e capacidade de negociação. Só discurso não resolve”, afirmou.
Fruet lembrou também que o ministro do planejamento Paulo Bernardo veio ao Paraná e propôs a Requião uma parceria – incluindo empresa privada – para construção de ligação ferroviária entre Guarapuava e Ipiranga, mas o negócio não saiu do papel porque o ex-governador acusou o ministro de querer superfaturar a obra.
“O que restou para o Paraná? Uma demanda judicial, já que Paulo Bernardo acionou o ex-governador por danos morais. Além disso, o estado deixou de receber investimentos em infra-estrutura. Hoje, Requião tem como companheira de chapa a esposa do ministro (Gleisi Hoffmann)”, disparou.
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